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18 de jan de 2011

Ladrões ateiam fogo em escola 415 em Samambaia

De acordo com a Polícia Civil, três suspeitos do incêndio na Escola Classe 415 de Sambaia já foram identificados e um deles é apontado como ex-aluno da escola.

O incêndio começou por volta das 19h de ontem. O vigia, que deveria estar de plantão, chegou à escola meia hora antes e teria deixado o posto para ir ao médico sem ser substituído. A escola, vazia, foi invadida pelo telhado do bloco administrativo.

O prejuízo ainda não foi calculado, mas muitos equipamentos foram perdidos, como aparelhos de som, DVD, Datashow, TVs, micro-ondas, computadores, impressoras, livros e móveis.

Os diários de classe, com dados dos professores desde 1992, quando a escola foi inaugurada, também foram queimados. Os diários de classe são importantes para aposentadoria dos professores e não sobrou nenhum registro.

Hoje de manhã, ainda havia fumaça e era possível ver melhor o estrago causado pelo incêndio. Os bandidos quebraram as câmeras de segurança e, como não conseguiram levar muita coisa das salas isoladas por grades, acabaram ateando fogo por onde iam passando.

Só em uma das salas, foram perdidos R$ 25 mil em material pedagógico comprado para o ano letivo que nem começou. O bloco das salas de aula não foi afetado.

De acordo com o diretor da instituição, Antônio Rafael da Silva, o reinício das aulas está mantido e quem já fez a matrícula não precisa se preocupar. “As informações das pessoas que já vieram e fizeram as matrículas já estão no sistema. Para aqueles que não fizeram, a efetivação das inscrições será de forma manual e, depois, passaremos para o sistema”, afirma.

Os bombeiros chegaram às 10h para fazer a perícia e, numa análise preliminar, já puderam adiantar que o incêndio foi criminoso. “Essa perícia vai dar um laudo conclusivo. Mas, inicialmente, verificamos que os focos de incêndio foram em pontos distintos, não foi uma propagação do fogo que causou todo esse estrago”, explica o major Gomes, do Corpo de Bombeiros.

Na sala onde a professora Fabiana Trajano trabalha com alunos especiais não sobrou nada. Para ela, foi difícil ver o esforço e a educação virarem cinzas. “A comunidade aqui é muito carente e as crianças necessitam muito da educação. Eu sinto meu coração muito doído, não com o bem material, que a gente recupera. É um dor de que nada é feito. A escola deveria ser um lugar resguardado”, desabafa.

De acordo com o Batalhão Escolar, no período de férias, não há policiais para fazer as rondas individuais nas escolas.

Assita ao vídeo e confira a entrevista com a diretora Regional de ensino de Samambaia, Terezinha Barbosa.

Rafael Monaco
Fonte: dftv.globo.com

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