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9 de fev de 2011

Em cinco anos, Samambaia é uma das regiões de mais investimento imobiliário

A expressão do senso comum de que um lugar cresce a olhos vistos se aplica perfeitamente ao que acontece, atualmente, em Samambaia. Criada no fim dos anos 1980 para abrigar as pessoas que migravam de outras partes do país para o Distrito Federal, a região administrativa se tornou a preferida do mercado imobiliário de cinco anos para cá. Construtoras abocanharam lotes nas áreas centrais e erguem arranha-céus, mudando a paisagem urbana. Como consequência, o valor do metro quadrado subiu, e comércio e serviços foram impulsionados. Outrora inexpressiva no cenário econômico, a vizinha de Taguatinga e Ceilândia hoje atrai investidores como um pára-raios. A construção civil é o carro-chefe dessa dinâmica. 

“Samambaia faz parte de um projeto governamental de longo prazo de adensamento urbano. Ela está na rota do metrô, assim como Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia. Isso acabou sendo um indutor muito grande na qualidade de vida”, destaca o consultor de varejo Alexandre Ayres, da empresa Neocom Informação Aplicada. 

Ayres afirma que a facilidade de deslocamento faz toda a diferença para que, em Samambaia e nas demais regiões administrativas cortadas pelos trilhos, aconteça uma expansão da construção civil muito mais marcada do que a verificada, por exemplo, em Santa Maria, onde o transporte público ainda oferece dificuldades. “Santa Maria tem projeções do programa Minha Casa, Minha Vida. Mas, se comparada com Samambaia, o movimento dos investidores é muito tímido”, analisa. 

Substituição
Alexandre Ayres vê a cidade como um dos focos, no Distrito Federal, de um fenômeno conhecido como spin off. “Quando Brasília foi fundada, funcionários públicos de baixos salários ganharam apartamentos no Plano Piloto. Nos dias de hoje, esse imóvel valorizou-se muito. O proprietário vende, mora mais longe, e ainda sobra dinheiro. É algo que ocorre a partir do centro da cidade, quando as regiões vão se valorizando. Já foi verificado em Belo Horizonte, São Paulo, Nova York. É uma trajetória natural”, explica. 

Para o consultor de varejo, nos próximos anos deve acontecer uma elevação da renda da população de Samambaia. “A característica será a substituição da população mais pobre por uma de classe mais alta, já que o spin off acontece de forma simultânea em muitas cidades. Quem mora em Samambaia poderá vender seu imóvel e ir para Santa Maria, por exemplo, onde o metro quadrado é mais barato. Além disso, um segundo movimento contribuirá para renda disponível crescente. Trata-se do enriquecimento das classes C e D, que está acontecendo no país e em todas as cidades do DF”, diagnostica. 

De acordo com a única medição disponível, realizada pela Companhia de Desenvolvimento do Planalto em 2004, a renda média da população de Samambaia é de quatro salários mínimos por família e um salário por habitante. Segundo tais indicadores, atualmente os ganhos seriam de R$ 2.040 por domicílio e de R$ 510 por morador. 

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Elson Póvoa Ribeiro, corrobora o que diz o analista no sentido de que a presença do metrô é fundamental para a afluência de empreendimentos imobiliários na região administrativa. “As empresas são atraídas pelas estações metroviárias, e ainda por uma boa estrutura urbanística. Samambaia oferece as duas coisas”, afirma. 

Empreendimentos
Via Engenharia, Tenda, MB Engenharia e Apex são construtoras com empreendimentos no cobiçado mercado imobiliário de Samambaia. Fabrício Aroeira Almeida, diretor comercial da Apex, conta que, atualmente, 90% dos imóveis da empresa estão em Samambaia. “A maioria dos clientes são servidores públicos. Ganham de 20 a 30 salários mínimos e não moram na cidade. Compram tanto para morar quanto para investir”, afirma. 

De acordo com Fabrício, nos últimos dois anos, o valor do metro quadrado em Samambaia saltou de R$ 2 mil para uma faixa de R$ 3,2 mil a R$ 3,7 mil. A valorização reduziu drasticamente a quantidade de imóveis disponíveis nos moldes do Minha Casa, Minha Vida, de estímulo ao acesso à moradia para as classes populares. De cerca de mil unidades habitacionais da construtora na cidade, somente 300, aproximadamente, estão na faixa de preço de R$ 150 mil, teto estabelecido pelo programa. 

“Samambaia é uma cidade bem estruturada, com boas avenidas e comércio forte. Isso atraiu empreendimentos. E deve melhorar, já que, além das três estações de metrô existentes, há cinco em projeto”, afirma o diretor da Apex.


Descentralização
Spin off ou derivagem é um termo em inglês utilizado para descrever uma nova empresa que nasceu a partir de um grupo de pesquisa de uma empresa, universidade ou centro de pesquisa público ou privado, normalmente com o objetivo de explorar um novo produto ou serviço. Entretanto, a expressão pode ser utilizada com outros significados. Entre eles, o movimento de descentralização em zonas urbanas. No geral, spin-off refere-se a algo que foi derivado de outra coisa anterior àquela.


Comunidade aprova a transformação
Os moradores de Samambaia aplaudem as mudanças que chegaram com o aquecimento do mercado imobiliário. Para a arquiteta Viviane dos Santos Cardoso, 23 anos, nascida em Ceilândia mas criada desde pequena na cidade vizinha, o desenvolvimento significou a chance de morar perto dos pais, e em um lugar que ela sempre amou. A jovem adquiriu, no ano passado, um apartamento de dois quartos de 44 metros quadrados, ao preço de R$ 107 mil. Ela não vê a hora de receber as chaves do novo lar, que deve ficar pronto em 2012.     

“Minha cidade era vista como um lugar em que ninguém queria morar, violento, feio, sem comércio nem lazer. Hoje tem lanchonetes, bares, lojas. Tudo isso faz o imóvel ser mais valorizado. Creio que no futuro será um dos lugares mais desejados do DF para viver”, arrisca. Viviane conta que, segundo informações de corretores, o imóvel que ela adquiriu já está valendo entre R$ 120 mil e R$ 130 mil. “E não são só os novos. A casa de quem morava aqui há muito tempo valorizou também”, comenta a arquiteta, que falou à reportagem em uma unidade decorada que reproduz o apartamento onde vai morar. 

Emprego
 Viviane, formada pela União Educacional do Planalto Central (Uniplac), no Park Way, conta que cresceu sentindo falta de alguns serviços. Entre eles, boas opções na área de educação. Ela acredita que, com o tempo, as deficiências serão supridas e ela poderá fazer tudo que necessita sem se deslocar para longe. “Sempre tive o sonho de morar aqui. É um ponto estratégico, o plano diretor é muito bom”, afirma, usando seus conhecimentos de arquitetura. 

Moradora de Samambaia há cinco anos, vinda do Riacho Fundo, a manicure Lenny Moreira, 30 anos, também gosta da cidade, e aponta algumas carências. “Dá para encontrar tudo que se precisa no próprio comércio daqui. Mas eu trabalho no Plano Piloto, e fiz meu curso de manicure lá. Quanto a emprego e qualificação, dependendo do que você quer fazer, não encontra em Samambaia”, diz.

Fonte: www.correioweb.com.br

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