Leia mais no Oficina da Net: Redirecionamento em JavaScript Expressação pode ser suspenso por suspeita de irregularidades ~ Blog Samambaia DF

17 de abr de 2011

Expressação pode ser suspenso por suspeita de irregularidades

Em dois anos, 25 mil jovens participaram das oficinas do Expressação realizadas em várias cidades do DF. Em Samambaia, a chegada do projeto criou expectativa nos moradores. A previsão é de que ele ficasse apenas dois meses na cidade, mas as oficinas de esporte, teatro, DJ e computação não duraram nem isso.

As mais de 700 crianças e adolescentes inscritos foram frustrados pela noticia de que ele vai ser suspenso por suspeita de irregularidades, em 2008. “Os professores disseram que receberam e-mail dizendo que o projeto vai acabar dia 30 de abril”, conta Guilherme Monteiro, de 10 anos.

O projeto vai ser suspenso por conta de uma decisão, por enquanto provisória, do Tribunal de Contas, que determinou à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedest) a suspensão dos pagamentos a empresa que fornece estrutura e mão de obra ao projeto.

Segundo o Ministério Público, a Cap Tecnologia foi beneficiada com a continuidade do contrato, que seria lesivo, por mais de um ano e teria recebido R$ 37 milhões até dezembro do ano passado. A empresa participou sozinha da concorrência e estaria envolvida na operação Caixa de Pandora.

A Sedest apresentou a defesa do contrato ao Tribunal de Contas, mas as justificativas não foram convincentes. O tribunal deu mais 30 dias úteis, a contar a partir da última segunda-feira, para novas explicações antes de julgar o caso definitivamente. Enquanto o governo não esclarece a situação, quem perde são as crianças e adolescentes.

“O que a gente não gostaria é que acabasse com o projeto, que corrigisse o que está errado. [Deveriam] melhorar o contrato, trocar a empresa e não acabar com o projeto”, opina a técnica em enfermagem Alcione Pires Maciel. “Quem vai pagar a irregularidade, o erro dos adultos? Simplesmente as crianças, eles vão pagar pelo erro dos outros. Para que tirar? Qual é o melhor: um projeto desses, educando nossos filhos para no futuro ser alguém, ou é colocando esse caminhão num depósito, criando poeira lá jogado?”, questiona a empregada doméstica Francisca Cardoso.
A Sedest informou apenas que vai parar de pagar os serviços do projeto por recomendação do Tribunal de Contas. A empresa Cap Tecnologia não foi localizada para comentar a reportagem.

Fernanda Galvão / João Raimundo
Fonte: DFTV

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